Inversor ERT 2D

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Tutorial
Iteração–
Erro RMS–
Dados ativos–
Blocos do modelo–
1

Dados de entrada

arquivo, edição dos pontos e topografia

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Formatos aceitos: Wenner (1), dipolo-dipolo (3), polo-dipolo (6, com a ou n negativo para o reverso), Wenner-Schlumberger (7) e arranjo geral (11), em resistividade aparente ou resistência, com a lista de topografia após os dados. Dados de IP são ignorados.

Editor de dados

Clique num ponto para selecionar, arraste para selecionar uma área, Shift para somar à seleção. Delete exclui, Ctrl+Z desfaz. Com um ponto selecionado, dá para corrigir o valor medido.

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Inversão

Parâmetros

O que é cada parâmetro

Entre parênteses, o nome usado no RES2DINV, para facilitar a comparação.

Método (inversion method)
Suavização (L2) (smoothness-constrained least-squares, L2 norm): mínimos quadrados com suavidade; gera um modelo de transições graduais e é a melhor escolha para começar. Dados robustos (L1) (robust data constrain, L1 norm): dá menos peso às leituras que não se ajustam (ruído, eletrodo com mau contato); o erro passa a ser mostrado como erro absoluto. Robusta em blocos (L1) (robust model constrain, blocky inversion): favorece regiões homogêneas com contatos nítidos; boa para camadas e topo rochoso.
Iterações (number of iterations)
Número de ciclos de atualização do modelo. Em cada um, o app recalcula a resposta do modelo e as sensibilidades (Jacobian matrix). 5 a 8 costuma bastar; se o erro ainda cair bem na última, aumente.
Amortecimento inicial e mínimo (initial / minimum damping factor)
Controlam o peso da suavização. O valor inicial vale na 1ª iteração e cai 40% a cada iteração até chegar ao mínimo. Valores maiores dão modelos mais suaves e estáveis; menores mostram mais detalhe, mas podem criar artefatos com dados ruidosos.
Filtro vertical / horizontal (vertical/horizontal flatness filter ratio)
Relação entre a suavização na vertical e na horizontal. 1 trata as duas direções igual. Acima de 1 (ex.: 2) as estruturas saem alongadas na vertical, como fraturas e diques; abaixo de 1 (ex.: 0,5), alongadas na horizontal, como camadas.
Limitar ρ (limit range of model resistivity)
Mantém a resistividade do modelo entre a média ÷ valor e a média × valor (com 20: de 1/20 a 20 vezes a média). Evita valores extremos nas bordas e no fundo. 0 deixa livre.
Largura dos blocos (model cell width: half / full unit electrode spacing)
Tamanho horizontal das células do modelo. Automática usa ½ espaçamento em linhas com menos de 30 eletrodos e 1 espaçamento nas demais. ½ espaçamento (model refinement) dá mais detalhe raso, com cálculo mais lento.
Aumento da espessura (factor to increase thickness of layers with depth)
A primeira camada tem cerca de 0,3 espaçamento de espessura e cada camada abaixo é 10% ou 25% mais grossa. 10% dá mais camadas e mais detalhe; 25% é mais rápido.
Profundidade do modelo (model depth range factor)
A base do modelo fica 15% abaixo da maior pseudoprofundidade dos dados, vezes este fator. 1 é o padrão; até 2,5 mostra mais fundo, mas a resolução cai com a profundidade e a parte mais funda deve ser lida com cuidado.
Fórmulas da inversão

Notação

  • di = ln ρa,imedida (observed apparent resistivity) e fi(m) = ln ρa,icalculada (calculated apparent resistivity).
  • m = ln ρ dos blocos do modelo (model parameters); r = d − f(m) é o resíduo (data misfit).
  • J = ∂f/∂m é a matriz de sensibilidade (Jacobian matrix), refeita a cada iteração (full Gauss-Newton method).
  • C é o filtro de rugosidade (roughness filter): cada linha é a diferença entre dois blocos vizinhos, (Cm)k = wk (mj − mi), com wk = 1,05l na horizontal e wk = √vh · 1,05l na vertical (l = camada, vh = filtro vertical/horizontal).

1. Suavização (L2) (smoothness-constrained least-squares)

Φ(m) = ‖d − f(m)‖22 + λ ‖Cm‖22
( JTJ + λ CTC ) Δm = JTr − λ CTCm

2. Dados robustos (L1 nos dados) (robust data constrain)

Φ(m) = ‖d − f(m)‖1 + λ ‖Cm‖22

Resolvida por mínimos quadrados reponderados (iteratively reweighted least-squares, IRLS), com pesos dos dados normalizados para média 1:

Rd = diag 1máx( |ri| , εd ) ,   εd = 0,01 (data cutoff factor)
( JTRdJ + λ CTC ) Δm = JTRdr − λ CTCm

3. Robusta em blocos (L1 nos dados e no modelo) (robust model constrain)

Φ(m) = ‖d − f(m)‖1 + λ ‖Cm‖1
Rm = diag 1máx( |(Cm)k| , εm ) ,   εm = 0,05 (model cutoff factor)
( JTRdJ + λ CTRmC ) Δm = JTRdr − λ CTRmCm

Rm é normalizada para manter a mesma escala de penalização da L2.

Amortecimento na iteração k (damping factor)

λk = máx( λmín , λ0 · 0,6k−1 ) · √tr( JTJ )tr( CTC )

λ0 é o amortecimento inicial (initial damping factor) e λmín, o mínimo (minimum damping factor); a raiz dos traços põe λ na mesma escala da sensibilidade.

Atualização do modelo (line search)

mk+1 = mk + α Δm ,   α ∈ { 1 ; 0,5 ; 0,25 }

Fica o α que mais reduz o erro. Cada componente de Δm é limitado a ±3 (um fator de cerca de 20 na resistividade por iteração).

Erros mostrados (RMS error / absolute error)

RMS = 100 · √( 1N Σ ri2 )  %      Erro absoluto = 100N Σ |ri|  %

Como ri é a diferença dos logaritmos, os dois erros equivalem ao desvio percentual entre o medido e o calculado. A suavização acompanha o RMS; as opções L1 acompanham o erro absoluto.

Referências: deGroot-Hitchon & Constable (1990), Geophysics 55; Loke & Barker (1996), Geophysical Prospecting 44; Loke, Acworth & Dahlin (2003), Exploration Geophysics 34.

Para começar: deixe os valores padrão, inverta, veja o erro e o modelo, e mude um parâmetro de cada vez.

Configurações salvas (como os arquivos de parâmetros do RES2DINV)

Salve os parâmetros da inversão, a escala de cores, a exibição e as classes do perfil interpretativo com um nome, para reaplicar em outras linhas ou passar para outro computador em arquivo.

As configurações ficam guardadas neste navegador. Para usar em outro computador, exporte o arquivo (.g2dconfig.json) e importe lá. Ao aplicar, só os grupos marcados mudam.

Modelagem direta 2,5D por elementos finitos (finite-element method); inversão Gauss-Newton em log(ρ) com restrição de suavidade (smoothness-constrained least-squares), recalculando o Jacobiano a cada iteração (full Gauss-Newton).

Convergência

erro por iteração
    3

    Resultados

    perfis 2D
    Exibição e exportação

    Pseudoseção de resistividade aparente medida

    Pseudoseção de resistividade aparente calculada

    Seção do modelo de resistividade invertido

    Sugerir poços de monitoramento pela condutividade

    Procura zonas contínuas de condutividade acima do fundo (chorume, efluentes, água salobra) e sugere poços: no centro da zona, na borda a jusante e um branco fora dela, com o filtro pelo nível d'água.

    Sugerir locação de poço tubular (artesiano) para água

    Em rocha cristalina, procura zonas condutivas verticais que cortam a rocha resistiva (fraturas com água), dando mais peso às que coincidem com falhas e fraturas desenhadas ou trazidas do SGB. Em aquífero poroso, procura a camada saturada mais espessa que não seja argila nem material seco.

    Perfil interpretativo – geologia classificada pela resistividade

    Estruturas e anotações

    Desenhe falhas, fraturas, zonas de cisalhamento, diques, contatos inferidos, o nível d'água, sondagens e textos sobre o perfil. Clique nos pontos e termine com duplo clique, Enter ou "Concluir". As anotações entram na legenda, nas pranchas e no relatório. "Buscar estruturas no SGB" consulta o mapa de estruturas do Serviço Geológico do Brasil em volta da linha; "Buscar poços e sondagens" traz os poços do SIAGAS (profundidade, nível estático e dinâmico, vazão, condutividade da água) e os furos de sondagem do SGB. As duas buscas precisam das coordenadas da linha na etapa 4.

    Classes de resistividade (Ω·m)
    CorLitologiaHachuraDeAtéÁrea

    Cada classe vale de "De" até "Até" (deixe "De" vazio para "abaixo de" e "Até" vazio para "acima de"). Escolha a litologia na lista para usar a cor e a hachura padrão, ou digite outro nome. As classes valem para todas as linhas do cliente e entram nas pranchas e no relatório. Para mudar só uma camada do perfil (por exemplo, um corpo que é carvão e não rocha sã), clique nela no perfil e escolha a litologia.

    4

    Modelo geológico 3D

    interpolação entre as linhas do cliente, mapas e volumes por litologia
    Coordenadas das linhas
    LinhaE inícioN inícioE fimN fimNo modelo 3D
    Posição do primeiro (início) e do último eletrodo (fim) de cada linha salva. Usadas no modelo 3D, na consulta ao SGB e na tabela de localização do relatório. Em graus, informe a longitude em E e a latitude em N.

    Modelo

    Precisa de pelo menos 2 linhas invertidas e salvas, com as coordenadas de início (primeiro eletrodo) e fim (último eletrodo).

    Topografia do terreno

    Curvas de nível ou pontos cotados em DXF (polilinhas com elevação, pontos 3D) ou shapefile (.shp com o .dbf, ou tudo num .zip), no mesmo sistema de coordenadas das linhas. Arquivo DWG: salve como DXF no AutoCAD ou converta no ODA File Converter ou no QGIS.

    Vista 3D

    Gere o modelo 3D para ver as linhas interpoladas.

    Arraste para girar e use a roda do mouse para aproximar. Esconda camadas para ver as que estão por baixo (por exemplo, o topo da rocha).

    Mapa

    Volumes por litologia

    LitologiaVolume (m³)%Espessura média (m)

    Volumes dentro da área do modelo (contorno das linhas), até a profundidade alcançada pelas seções. A espessura média é o volume dividido pela área em planta.

    Sugerir poços no modelo 3D

    Usa o modelo interpolado entre as linhas para sugerir poços de monitoramento em volta de uma pluma condutiva ou a locação de poço tubular para água, com coordenadas.

    Seções do modelo

    SeçãoE inícioN inícioE fimN fimExtensãoNo relatório

    Clique em "Desenhar seção no mapa" e depois em dois pontos do mapa (início e fim), ou crie pela tabela digitando as coordenadas. As seções cortam o modelo 3D na vertical e entram no relatório.

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    Relatório

    modelo do relatório técnico da Vision; preencha os campos do projeto, o resto já vem pronto
    Projeto e capa
    Processos ANM
    ProcessoÁrea (ha)FaseBem mineral
    Contexto geológico
    Usa o ponto central de cada linha (coordenadas na etapa 4) e os mapas geológicos do Serviço Geológico do Brasil.
    Resultados e discussões
    Usa as resistividades medidas e dos modelos invertidos das linhas.
    Referências bibliográficas Lista fixa do relatório, em ordem alfabética (ABNT). A referência do mapa geológico do SGB entra sozinha quando a consulta é usada.
      Equipamento e imagens
      Mapa de localização (Figura 01)Usando o mapa do relatório modelo. Troque pelo mapa deste projeto.
      Logo das pranchas
      Prancha da linha atual
      Linhas no relatório
      LinhaDadosIter.ErroSituação

      Ao abrir no Word, aceite "atualizar campos" para refazer o sumário com as páginas novas.